Panfletos são antigos escritos satíricos ou violentos, geralmente políticos. Panfletar pode se referir também ao ato de divulgar, indicar, fazendo uma propagação de idéias... Necessito pensar, ir mais além: refletir. Refletir sobre o meu redor. O que eu faço ou deixo de fazer que atinge algo ou alguém? Concluo que panfletar no dias de hoje é essencial, senão por um grito de escape sufocado, que seja por uma busca incessante por mudança. Seria utópico demais pensar nela, na mudança?

quarta-feira, 23 de março de 2011




cá estou cá. 
onde cá está você? 
onde cá estamos nós?
vamos nos encontrar por aqui?
de hoje discuto a confluência do ser não sendo.
este meu/nosso corpo multifacetado, cheio de origens e de não origens.
estou por dentro e não estou sabendo de nada.
por acaso onde nos escondemos, hein? 
aparece 
desaparece.
cá estou cá na simples alegoria do não ver.

domingo, 23 de janeiro de 2011

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Panfletaria.:

A  novidade deste futuro Natal são árvores natalinas de cabeça pra baixo. Elas ficam parecendo uma cascata iluminada em forma de um triângulo mal delineado parecendo bem mais uma cascata estranhamente verde piscando. O tom bege, influência da moda, vem garantir a este período sofisticação e monocromia. Em alguns cantos O Papai Noel deixou as henas e veio de pick-up diretamente para o shopping da burguesia, ao chegar ele senta pra um piquenique e em vez de ouvir pedidos de criancinhas e emanar energias para a realização de alguns sonhos pueris ele, Papai Noel, distribue senhas para uma partida em três D no videogame. E as crianças aprovam: elas dizem que é melhor que bala.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sobre a linha de panfletagem individual.

Conversando com a Smarandescu em sala de aula (D.Pinho) passou por minha cabecinha que eu quero focar na Educação. A última postagem, a das frases, foi um pré-ensaio para a coragem de ser soldado da linha de frente da batalha aparecesse. Sim, porque geralmente os primeiros não chegam nem a ser os últimos. De fato eles são descartados. Os primeiros abrem portas para nunca entrar nelas. É triste. Mas ser corajosa tem cá suas benfeitorias.



Ontem, estava no III Festival UFC de Cultura.

 Massa! Pessoas interessantes, música boa, momento de descontração

Somos ensinados a nos constituir em guetos, que nesse caso são os amigos. Acreditamos ainda nas boas ações de quem estar a nossa volta, pelo menos é uma tentativa de não ser engolido pela massa quando escolho ir de encontro a ela. 

Tudo areia. As bolsas no chão. Nos permitimos a doses deliciosas de vinho barato. Tudo no chão. O gueto vizinho,os amigos de lá, chegam, silenciosamente e pegam, como numa falha de memória o vinho, que por direito,é nosso!

Olhos... Para quê o queremos?

Aqui nos serviram como vigia e tentativa de em 3 segundos pacíficos dizer pro cara:

- Você se confundiu.

E ainda ser irônica,ou que se faz de doida varrida, constato o vinho seu na mão do outro e diz:

- Dá-me um pouco do vinho.

Ele, riu,desconcertado, e agora cavalheiro e encheu o meu copo com líquido que era meu/nosso líquido.

Que educação é essa???

Hoje escrevo para sublinhar o espaço de dizer que quero sim acreditar nas pessoas e quero sim dividir momentos felizes de descontração.

Mas, não tente me enganar. Nem me confundir.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Da educação.

Algumas frases extraídas em sala de aula. 
Acadêmica, por sinal.
Degustem!


"A vida é um livro simbólico."

"Se você fosse uma palavra não existiria nem no dicionário."

"Vai vazio e tenta ser."

"O aluno é mercadoria."

"Um diálogo
Professor: - Qual a ligação do papai Noel com o Natal?
Alunos: ( ... )
Professor: ( incrédulo )
Um aluno: - A Coca-Cola."

"De um caderno superior onde a intenção era falar sobre o ÓCIO CRIATIVO,
estava escrito:
- ...ósseo criativo."

"Outro diálogo estruturalmente funcional do Ensino na Educação.
- Mulher, fala! Ela(a professora) só vai te dar ponto se tu falar..."

"Depois de muitos anos de teatro já posso ter opinião."

"Ator tem prazo de validade."

"Seja invejoso, mas disfarce! Não passe recibo.

"Era Barbie bombado!"

"Gosto dessa turma porque não tem ninguém com cara de paisagem."

"Não existe nada mais afrodisíaco do que dizer um Não."

"Dilatação do sorriso: rouba e acrescenta."

"Toda intervenção gera uma transformação."

"Definindo o público, defino minha obra de arte."

"Tire a casca de uma ator e você encontra uma mulher."

"Cada grupo só tem siglas.
Aqui é o exílio das Artes.
Sitiado por siglas."

"Não é uma excessão: é um padrão de comportamento."

"O nosso problema( cearenses) é o excesso, não a falta."

"Aqui, Dionísio corre solto!"

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Travesti na roda de Criolas

Apareceu. Do nada.Vestia trapos e tinha peitos. Entrou dentro da roda de crioula e não parava de dançar. Exibia os peitos para os espectadores. Sim, tinha peitos e era feliz por isso. Por um momento, todos os olhares eram seus. Era o seu momento. E tinha peitos. O batuque ao som de fundo. Era o fundo. Ela era a atração principal. Cabelo loiro, seco, sem brilho, mas era loira. E tinha peitos. E dançava. E sorria. E era ela, ali. Com a roda de criolas ao fundo. E não usava saia, como as criolas, mas tinha peitos e cabelo loiro. E era feliz, como todas ali. Não era mulher. Era mais do que isso. E saiu correndo, na rua. Desapareceu. Do nada.